
O diretor do Hospital São José, infectologista Anastácio Queiroz, explica que a possibilidade do “novo” tipo da dengue estar no Estado não é remota. “Se está circulando em alguns estados do Nordeste, pode estar aqui. Se fizéssemos, talvez, mais cultura (exames), teríamos chances de identificar mais facilmente”, disse.
Os casos são enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Entretanto, há um impasse. Anastácio afirma que o Lacen não pode receber muitas solicitações, deste modo, a quantidade de exames fica limitada.
Mas especialistas afirmam que o avanço da doença não deve trazer preocupações, já que o tipo 4 não é mais nocivo à saúde do que as outras manifestações da dengue. “Como ele nunca circulou no Ceará, ninguém tem imunidade. Todo mundo que for picado, poderá ter”, diz.
O epidemiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronha, também tranquiliza: “Ele não é o mais perigoso.”