quarta-feira, 10 de abril de 2013

Inflação em março estoura meta do governo; tomate sobe 122%

A inflação oficial superou o teto da meta oficial do governo em março, pela primeira vez em mais de um ano, reforçando a probabilidade de um aumento dos juros. Os alimentos mais uma vez pressionaram a alta dos preços no país, com o tomate sendo eleito o grande vilão da inflação (alta de 122,13% em um ano).
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 6,59% nos últimos 12 meses. É a maior taxa desde novembro de 2011, quando a inflação chegou a 6,64%.
 
O Banco Central, que se reúne na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros, tem como meta a inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
 
A taxa mensal de inflação desacelerou um pouco, a 0,47% em março, ante 0,6% em fevereiro.

Alimentos pesam na inflação 

A alta no preço de alimentos mais uma vez foi a maior vilã da inflação, mesmo após a redução de impostos sobre os produtos da cesta básica, em um sinal de que os esforços para controlar a inflação por meio de medidas fiscais têm tido efeito limitado.
 
O aumento recente da inflação pegou o BC de surpresa. Há seis meses, a autoridade monetária --aparentemente mais preocupada na ocasião com o fraco crescimento da economia do que com os preços-- reduziu a Selic pela décima vez consecutiva, para o recorde de 7,25%.
 
Naquela época, a previsão do BC era de que a inflação terminaria março a 5,2%. 

Famílias mais pobres sentem mais a alta dos preços 

Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), André Braz, a alta no preço dos alimentos afeta principalmente os brasileiros que ganham até 2,5 salários mínimos.
 
De acordo com Braz, a expectativa é de uma safra melhor para 2013, porém, alerta, não se pode esperar uma melhora expressiva da oferta para itens mais básicos. Logo, reforça, não haverá recuos consideráveis nos preços desses alimentos.

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