sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Preço alto tornará carne "artigo de luxo"; aumento virá aos poucos

A carne passará a ser um produto de luxo. A afirmação, feita no Congresso Mundial de Carne, em Buenos Aires, é de Lorenzo Basso, secretário de Agricultura e da Pecuária da Argentina.

Basso não está sozinho nessa avaliação, pois é a opinião da maioria dos analistas que participam do evento.

Após quatro anos de dificuldades provocadas por baixos preços, crise financeira e excesso de abate de fêmeas nos principais países produtores, o cenário está mudando para a cadeia da carne. A demanda mundial é crescente e os preços sobem. A carne passará a ser um produto de luxo.
Essa alta vai chegar ao consumidor, e de forma permanente. A inserção de novos consumidores, principalmente de países emergentes, é apenas um dos motivos dessa elevação de preço.

Mudanças no clima, novas exigências de sustentabilidade e perda de espaço da pecuária (em relação a outros produtos agrícolas) também são motivos que elevam os custos de produção.

A demanda mundial de carne bovina deve crescer cerca de 9% nos próximos três anos, afirma Sebastião Guedes, do Sindicato Nacional da Pecuária de Corte.

Segundo ele, a demanda é forte não apenas externamente, mas também internamente. Para Guedes, o Brasil ainda demorará dois anos para regularizar a oferta.

Situação pior vivem os argentinos. Dardo Chiesa, do IPVCA (instituto de promoção na carne no país), diz que, "se fizermos tudo direitinho, só vamos resolver esses problemas [o aumento de oferta] em cinco anos".

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